Senti minhas mãos formigarem. Senti subir quente o sangue do pescoço para o rosto. Senti vontade de me vingar, mas após algumas horas resolvi sentar e me acalmei.
Pedi desculpas pelo meu erro e perdoei o erro alheio.
Sabe, tem certas coisas nessa vida que a gente pode não pode carregar no peito não. Cada um escolhe ser a memória que quer ser do outro. Pouco importa se hoje é ruim, um dia quem sabe eu vá conseguir lembrar, sem um tom na escala cinza da tristeza, que dias alegres e coloridos já fizeram parte da sua lembrança.
Coração e cabeça trabalham e se atrapalham juntos, isso cega a intuição. Não vou me vingar, novamente aguardarei aquele nosso velho e redondo mundo g.i.r.a.r, porque infelizmente a minha intuição não falha.
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